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Médicos oferecem injeções para aumentar o ponto G

Médicos oferecem injeções para aumentar o ponto G

Desde que, em 1950, o médico alemão Ernest Gräfenberg anunciou a existência de uma zona erógena que traria orgasmos mais intensos e até levaria algumas mulheres a ejacular, o então batizado "ponto G" não deixou de acompanhar um ponto de interrogação para muita gente.
 
Embora os cientistas ainda não tenham uma resposta definitiva para a questão, alguns cirurgiões plásticos sugerem que é possível até inflar essa região misteriosa, como se aumentam os lábios das garotas que querem ficar parecidas com a atriz Angelina Jolie. 
 
ONDE FICA O TAL PONTO G?
 
Segundo o médico alemão Ernest Gräfenberg, as mulheres teriam uma zona erógena localizada a cerca de 4 cm da entrada da vagina, próximo à uretra, capaz de provocar orgasmos mais intensos
 
A técnica, que já provocou polêmica nos EUA, consiste em aplicar injeções de ácido hialurônico ou colágeno no local em que supostamente estaria o ponto G (na parede anterior da vagina, a cerca de 4 cm da abertura). 
 
"A substância, que também é aplicada em preenchimentos de rugas e lábios, faz com que a área aumente e haja mais atrito durante a penetração", explica o cirurgião plástico Murilo Caldeira Ribeiro, de São Paulo. Ele garante que a técnica funciona, mas não para todas as mulheres que têm dificuldades para chegar ao clímax. "Se o problema for psicológico, a injeção não resolve", esclarece. 
 
"Eu tinha muita dificuldade para atingir o orgasmo. Minha ginecologista falava que eu tinha que relaxar, mas não adiantava", conta uma paciente de 35 anos que experimentou a injeção há sete meses, depois de ficar sabendo da novidade por uma amiga. Ela diz que sua vida sexual melhorou 100%, já que os orgasmos agora são freqüentes. 
 
Assim como nos tratamentos para amenizar as marcas de expressão no rosto, a injeção no ponto G perde o efeito com o passar do tempo. A dose, que custa cerca de R$ 3.500, tem de ser repetida de oito em oito meses. 
 
Estados Unidos
 
O cirurgião plástico norte-americano David Matlock, que possui uma badalada clínica em Los Angeles, na Califórnia, é outro incentivador do aumento do ponto G, que ele patenteou como "G-Shot". 
 
Ele afirma que 87% de suas pacientes relataram melhora na capacidade de se excitar e de obter orgasmos depois do procedimento. "O prazer sexual não depende apenas de aspectos fisiológicos, portanto não se pode falar em 100% de eficácia, assim como também não podemos descartar o efeito placebo", avisa.
 
Matlock usa injeções de colágeno, que custam US$ 1.850 (cerca de R$ 3.200). A aplicação deve ser feita de seis em seis meses e, se a paciente quiser, é possível aplicar uma dose dupla por US$ 2.500 (cerca de R$ 4.300). 
 
Alerta ao público
 
O crescente número de médicos que têm oferecido o aumento do ponto G , além de cirurgias de "rejuvenescimento vaginal" e "revirgenização", nos EUA, levou o Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras (Acog) a publicar, em setembro do ano passado, um comunicado ao público. A entidade alerta que esses procedimentos são oferecidos como se já fizessem parte da rotina médica, quando, na verdade, são distorções das cirurgias genitais indicadas para tratar disfunções específicas. 
 
A Acog também enfatiza os riscos associados aos procedimentos, como infecções, perda de sensibilidade e dor durante as relações sexuais. Esses problemas fazem parte da imensa lista de mais de 60 possíveis complicações que Matlock expõe no termo de consentimento que suas pacientes assinam antes de cada injeção para aumentar o ponto G. 
 
Ponto distante
 
Assim como outros especialistas consultados pelo UOL Ciência e Saúde, a psiquiatra Carmita Abdo, que coordena o Projeto Sexualidade, da USP (Universidade de São Paulo), nunca ouviu falar nas injeções para aumentar o ponto G. De qualquer forma, ela esclarece que ainda há um longo caminho até que essa zona erógena seja reconhecida cientificamente.
 
Em um estudo recente, publicado na revista "New Scientist", o ginecologista italiano Emanuelle Janini afirmou ter conseguido comprovar a existência do ponto G com exames de ultra-som.
 
Nos testes, nove mulheres que relatavam ter orgasmos vaginais (sem a fricção simultânea do clitóris) apresentaram um espessamento entre a vagina e a uretra. A protuberância não foi identificada em outras onze mulheres que nunca haviam sentido prazer com o estímulo dessa área.
 
Carmita explica que seria preciso pesquisar um número muito maior de mulheres e acompanhá-las por um longo período para confirmar os resultados. "Qualquer conduta médica começa de forma experimental, mas nem tudo é referendado. A ciência caminha assim", comenta.
 
Fonte: UOL Ciência e Saúde


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